Dieta mediterrânica e Alzheimer

O conceito de dieta mediterrânica foi introduzido em 1993 pela organização mundial de saúde. Baseia-se num conjunto de tradições alimentares de países do mediterrâneo, como a Grécia, Itália, Espanha e Portugal. Esta dieta é muito rica em fibras e antioxidantes derivados dos hortícolas e frutos secos e pobre em gorduras saturadas. 

De acordo com um estudo norte-americano, certos alimentos da dieta mediterrânica, como nozes, tomate, peixe, carne de aves, repolho, brócolos e couve-de-bruxelas, reduzem o risco de sofrer de doença de Alzheimer. Os investigadores seleccionaram 2148 homens e mulheres com 65 anos ou mais, sem demência, e acompanharam-nos durante cerca de 4 anos. Os participantes forneceram os dados sobre a sua dieta e foram observados por especialistas em problemas neurológicos a cada ano e meio. Em 4 anos, 253 indivíduos desenvolveram a patologia. Estes indicaram uma dieta mais pobre em fruta, vegetais, peixe e nozes e mais rica em carne vermelha, vísceras e produtos lácteos gordos. Os cálculos estatísticos comprovam que os ácidos gordos ómega 3 e 6, por exemplo, do salmão, a vitamina E, dos legumes de folha verde, e o ácido fólico, dos cereais integrais, estão associados a um menor risco de demência. Pelo contrário, as gorduras saturadas e a vitamina B12 em excesso, aumentam a probabilidade. Os resultados confirmam que a alimentação equilibrada é meio caminho para manter o corpo e a mente saudáveis.

Fonte: ARCHIVES OF NEUROLOGY Julho 2010

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